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Operação “DISCO”
2011-10-10

A quinta edição das “24 Horas de Logística” fica marcada pela introdução de uma série de inovações e novidades trazidas pela organização. O evento decorreu a 17 e 18 de Setembro, nas instalações de 4.500m² do Nercab, em Castelo Branco. Destreza, Integração, Solidariedade, Comunicação e Observação (DISCO) foram as palavras de ordem que estiveram sempre presentes, a contar pelas provas e pela satisfação demonstrada tanto pela organização como pelas próprias equipas. A organização esteve a cargo da Sfori e contou com a Logística Moderna como media partner.

A empresa chama-se Castfoods. Uma PME dedicada à produção de produtos tradicionais que está a enfrentar um momento de “descrença” e o desafio da modernização. Tem um departamento de logística responsável pela assegurar a armazenagem e a distribuição dos seus produtos de acordo com os mais exigentes padrões impostos à logística alimentar.

Este foi o motor de arranque da edição 2011 das 24 Horas de Logística. Este ano, o evento de team building reuniu em Castelo Branco um total de 10 equipas, constituídas por uma média de cinco elementos, provenientes de empresas e instituições ligadas à indústria, às tecnologias, aos serviços logísticos e ao ensino.

Vivemos numa época de incerteza. “As empresas geradoras de riqueza vêem os seus planos castrados pela falta de crédito”. Já “não basta fazer bem” porque já “não há quem acredite na capacidade da empresa”. Pede-se “jogo de cintura” e uma postura diferente. Uma postura DISCO. E desengane-se quem pensa que esta é apenas uma música bastante ouvida na década de 70.

Luís Delgado, director-geral da Log PME, responsável pela elaboração das provas desta formação, salienta a novidade e o entusiasmo vivido nesta edição, a começar pelo local da sua realização, “fora da rota logística tradicional, que é o eixo litoral”. Justificando a escolha do mote deste ano, Luís Delgado sublinha a necessidade da existência de “Destreza, Integração, Solidariedade, Comunicação e Observação”.

Pessoas vs Processos

Depois de uma edição, em 2009, cujo objectivo último era a expansão internacional da Quimivendas, uma PME de produtos químicos, e de uma edição, em 2010, dedicada à gestão da Palplastic e do spin-off da logística como operador logístico, a organização este ano teve como missão: “Back to Basics, a espinha dorsal da logística – pessoas e processos”.

Durante todo o evento, a equipa CastFoods foi confrontada com desafios que “visam a procura de soluções eficazes com poucos recursos, alternativas criativas face ao tradicional”.

Foram 24horas, non-stop, “suportadas nas tarefas logísticas estruturantes, num ambiente de co-opetição”.

As equipas, provenientes de várias zonas do país, testaram a sua capacidade de organização, de absorção em ambientes de stress e de observação, bem como a resistência, rapidez, a inteligência emocional e contextual, a liderança e assertividade.

Durante as 24 provas, a organização procurou ainda testar o pensamento complexo, criativo e a inovação dos elementos da equipas, assim como a coesão, o dinamismo e a capacidade argumentativa.

Mudanças necessárias

A edição 2011 fica marcada também pela introdução dos consórcios, constituídos por duas equipas pré-definidas pela organização. De destacar a realização da prova em consórcio relativa à primeira exportação de dois contentores de Portugal para o Brasil por via marítima que decorreu no exterior do armazém, a qual obrigou não só à criatividade e organização das equipas como também à gestão e boa aplicabilidade dos escassos recursos. Outra prova inovadora foi a de recrutamento e integração de dois elementos noutras equipas concorrentes.

Tal como aconteceu em edições anteriores teve lugar a prova de condução de empilhador que testou a perícia e a organização das equipas e a prova de orientação com base em coordenadas geográficas.

Ao longo do dia tiveram ainda lugar provas para elaboração de um plano de marketing e provas com uma componente mais físicas direccionadas para a gestão de stocks e armazenagem de encomendas e o seu devido acondicionamento em paletes.

“Uma escola multidisciplinar”

Luís Delgado considera que “as acções formativas de alta intensidade, como é o caso das 24 Horas de Logística, são uma escola multidisciplinar por si só, devido ao conjunto de múltiplas variáveis que são apresentadas ao participantes”. Conforme adiantou, “a aprendizagem efectuada em ambiente informal, mas competitivo, desperta em todos nós o que são as verdadeiras capacidades de cada um, as quais nem sempre são, por nós próprios, devidamente valorizadas”.

Para a organização, “o desafio técnico e interpessoal que as 24 Horas de Logística encerram reveste-se de uma importância vital, quer para os concorrentes quer para as organizações de onde provêem”. Além da vertente competitiva, esta iniciativa “é essencialmente uma formação de carácter experiencial, acreditada pela DGERT, podendo ser integrada no plano de formação a adoptar pela empresa”.

Novas técnicas                             

Como pontos fortes a destacar desta edição, Alexandre Real, da Sfori, empresa responsável pela organização, destaca “a interiorização e deslocalização do evento, apoiando, desta forma, o desenvolvimento local do interior do país”, bem como “a participação empenhada de todas as equipas, uma maior uniformização das provas teóricas - o que reduz, substancialmente, a pegada ecológica do evento -  a introdução de uma nova técnica pedagógica de desenvolvimento individual e grupal ao nível das softskills e a responsabilidade social das equipas que apoiaram a APPCDM de Castelo Branco”.

Na próxima edição, Filipe Ferreira, também da Sfori, destaca, entre os aspectos a melhorar, o “reforço da objectividade de informação transmitida nos briefings - ainda que algumas das informações passadas às equipas integram propositadamente alguns aspectos dúbios que fomentam e dinamizam o processo pedagógico que suporta o desenvolvimento de algumas competências como a criatividade, a dedução e a tomada de decisão, entre outras”. Filipe Ferreira acrescenta ainda a “melhoria da eficiência e eficácia informática das provas, procurando a diminuição de alguns momentos menos preenchidos entre as provas”.

Em 2012, a organização avança com a passagem do evento para os meses de Abril ou Maio. “Este ano, mudámos o evento de Abril/Maio para Setembro, o que se revelou uma má opção, no sentido que as empresas têm mais disponibilidade no primeiro semestre”, sublinha Filipe Ferreira. Com a passagem novamente para os primeiros meses do ano, a organização prevê reforçar, “mais ainda a vertente técnico-pedagógica do evento formativo”.

Logística Moderna

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